Série Dadivosas Libertas – Mawá

Minhas modestas intenções culinárias para 2007 mostraram-se bastante mais factíveis do que eu imaginara. Com exceção do segundo item, que está um pouco enroscado, todo o resto dá sinais de conseguimento.

Uma delas, particularmente, muito me alegra o coração: ajudar o Leitor e a Leitora a libertar sua Dadivosa interior. Como prova e registro dessas conquistas tão cheias de sentimento e realização, inauguro a partir de hoje a série Dadivosas Libertas, resultado da discreta, porém eficiente campanha:

E a Dadivosa Liberta de hoje é a Mawá. Ela gentilmente mandou a resposta para estas cinco perguntinhas:

1. Sua Dadivosa se libertou num repente ou já dava sinais de querer sair?

Minha dadivosa já deu alguns sinais antes, mas tenho que confessar: sou bem preguiçosa. Só de pensar em comprar as coisas, arrumar tudo, cozinhar e, a pior parte, lavar tudo – ai que preguiça! Outro detalhe que pesa é que, na minha família, cada um tem uma especialidade culinária. Meu pai manda bem em massas e risotos, minha mãe cozinha bem peixes e meu irmão é um ótimo churrasqueiro. Ou seja, só sobrou a salada para eu decorar e a mesa para colocar. E, nas vezes em que minha dadivosa se manifestou, sempre rolaram estímulos externos: vó, pai, mãe ou alguma amiga chamando para cozinhar.

2. Em que condições de temperatura você teve essa vontade de cozinhar?

Nessa “expedição culinária”, fui impulsionada por uma amiga mestre cuca, numa viagem ao sítio dela. Eu mesma nem sabia da programação. Achei que iria tomar sol, jogar baralho e brincar com o cachorro o dia inteiro. Mas ela levou tudo para cozinharmos. No primeiro dia o tempo estava quente, mas nublado, e cozinhar virou uma distração bem divertida. Já no segundo dia o sol abriu, o que inclusive contribuiu para queimarmos “de leve” a comida, já que deixamos a panela no fogo e fomos nadar (ops, isso desqualifica a minha dadivosa? Espero que não). Sobre a música… Algo em torno de Zélia Duncan, Marisa Monte e Zeca Baleiro.

3. Enquanto cozinhava, que sensações e/ou sentimentos apareceram?

Eu tenho uma certa mania de querer mexer em tudo, ver a consistência, a sensação que provoca na mão. Uma coisa meio criança mesmo, que quer brincar com tudo. Acho que quando eu cozinho, fico pensando que os ingredientes são brinquedos, que posso moldar, sentir, modificar. Sabe quando criança ganha aquela massinha fluorescente? A reação é mais ou menos a mesma. É engraçado cozinhar. Além disso, fico pensando em como aquelas coisas vão ficar depois prontas: o pão cresce, o peixe muda de cor, o tomate murcha. Gosto disso.


4. E como você se sentiu depois?

Hummm… com fome! Brincadeira. Senti uma certa sensação de venci-a-farinha. Fiz o ovo e a água darem liga a esse monte de pó (farinha, açúcar, fermento). E claro, a parte de receber elogios é ótima. Qualquer um gosta dessa massagem no ego. Em compensação, a hora em que todos colocam o garfo na boca, sentem o gostinho de queimado e só se olham… Prepare-se para as frases “mas o tempero parece estar ótimo, só ficou um pouquinho a mais no fogo”, “acontece nas melhores famílias” ou “é um prato difícil mesmo de se fazer”. Hahaha. Ninguém merece. Mas faz parte, né?

5. Pretende repetir a feita?

Sim, sim, sim. Sempre tive uma certa aversão ao forno, mas gosto da parte de moldar a comida. Adoro fazer uma comida japonesa, por exemplo. Posso ficar horas cortando e construindo os sushis e derivados. Já em relação a coisas que envolvam fogo, ainda prefiro ficar de estagiária. Afinal, nada melhor do que alguém expert para te socorrer quando separar a gema da clara parece ser a coisa mais difícil do mundo.

Para conhecer os primeiros pratos da Dadivosa Liberta de Mawá, clique aqui.

Sua Dadivosa libertou-se recentemente? Participe você também!

  • A idéia é simples: ao descobrir que sua Dadivosa saiu do cativeiro, você pode enviar um e-mail ou deixar um comentário por aqui.
  • Após esse primeiro contato, combinaremos como publicar a história por esses domínios.
  • Caso tenha criado seu próprio receitóblog (como chamam simpaticamente os foodblogs em Portugal) recentemente, não hesite em enviá-lo para mim, se possível com a historinha da emancipação de sua cozinheira interior.
  • Findo esse processo simples, breve e indolor, contarei sua historinha por aqui, para que o Leitor e a Leitora, tão queridos, conheçam mais uma Dadivosa.
Publicado por Dadivosa em


8 comentários em “Série Dadivosas Libertas – Mawá

  1. Pingback: antes da fama at MaWá com W

  2. Neile

    Parabéns, Dadi, por trazer à tona esta tao espirituosa Dadivosa que é a MaWá!..rs..
    Adorei…pena que a minha se libertou faz muiiiiiiiiiito tempo (e deve fazer parte das suas boas intençoes do ano passado.r.s)..r.s.r.s..senão, entrava na brincadeira..rs..
    Parabéns à MaWá…mas, sobre dominação do mundo…entre na fila!.ahahaha..rs.
    Beijos pras duas!

    Responder
  3. Goretti

    Esta ideia é muito engraçada e divertida. Parabéns para a sua imaginação.
    Beijo
    Goretti

    P.S. Qual o significado de dadivosa em brasileira?
    Em português o sinónimo é “amigo de dar”, “generoso” ou “liberal”…

    Responder
  4. Goretti

    Só para corrigir os erros do meu post:
    Qual o significado de dadivosa em português do Brasil?
    Em português de Portugal é “amigo de dar”, “generoso” ou “liberal”… riso

    Responder
  5. jan

    Olá, FerDadivosa! Sou amiga do Julio (Criminal) e da Carol Grilo… Minha Dadivosa um dia já foi liberta, mas se escondeu… Não sei onde anda! Fico muito triste, pois não sou tão prendada neste sentido quanto gostaria. Mas se reencontrá-la, você vai ser a primeira a saber!
    Um grande beijo.

    Jan

    Responder
  6. Pingback: Dadivosa » Série Dadivosas Libertas - Vicki

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