Dadivosas Libertas – Cristina do Símplices

A Dadivosa Liberta do mês de setembro de 2007 enviou-me simpática mensagem semanas atrás. Perguntou-me se ela também era uma Dadivosa, e seguiu a contar sua paixão pela cozinha.

Penso que, assim como eu, o Leitor e Leitora  não terão dúvidas a respeito do condão desta moça, sobretudo após lerem a singela entrevista e visitarem seu receitóblog…

1. Sua Dadivosa se libertou num repente ou já dava sinais de querer sair?

Ih, menina, quando era pequena, cozinhava arroz e macarrão em panelinhas de plástico, esquentadas no asfalto pelando do verão. Não comia (ufs), mas achava aquele processo fantástico. Quando fiquei um pouco maior, comecei a bater bolinhos infalíveis – mas aí veio a adolescência, outras prioridades na cabeça, e parei por aí.

2. Em que condições de temperatura e pressão você teve essa vontade de cozinhar?

Reencontrei a cozinha quando fui morar sozinha, longe de casa, aos 18 anos. Não consegui viver de pizza e miojo e, aos poucos, aprendi o be-a-bá: ovo frito, arroz, legumes, uma boa massa. Aí vieram as tortas salgadas, novos bolos, aves, sopas, tudo aos pouquinhos, ano após ano. Mas a vontade irresistível mesmo surgiu de uns quatro anos para cá, quando entrei num inferno astral emocional e fui me redescobrir. Ficava triste e ia para a cozinha bater (bolo), amassar (batata), picar (cebolas) e socar (pão).

3. Enquanto cozinhava, que sensações e/ou sentimentos apareceram?

Alívio; a mente ficava limpa e toda a tristeza e raiva iam por água abaixo. Sou muito mental e cozinhar, por outro lado, é mais físico, emocional e intuitivo. Claro que uma boa receita e conhecimentos sobre ingredientes e processos ajudam demais. Mas, racionalidade à parte, o sentimento desprendido e o toque inconsciente fazem toda a diferença. Para mim, cozinhar é entrar em contato com esse lado meu, que fica adormecido na maior parte do tempo.

4. E como você se sentiu depois?

Cansada mas feliz, com o sentimento de dever cumprido, e tranqüila para tocar a vida. Toda comida virava confort food no sentido mais profundo do termo. Sem contar que é muito gratificante ver as pessoas que gosto deliciadas.

5. Pretende repetir a feita?

Sempre, sempre, sempre. É minha terapia e meu hobby; minha desculpa preferida para reunir os amigos e alimentar quem amo.

Cristina nos enviou uma foto ilustrando seu “campeão de audiência”, o Bolo de Cenoura:

Para conhecer mais sobre a cozinha da Cristina, vá até o Símplices.

Cristina, vida longa ao seu receitóblog, à sua vontade de cozinhar, ao seu talento e ao amor com que você produz seus quitutes. Foi um prazer tê-la como Dadivosa Liberta de setembro, obrigada por participar!

;***

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